Muitas pessoas desconhecem a diferença entre a Capoeira Regional (ou moderna) e a Capoeira Angola ( ou tradicional). Vamos apresentar aqui as diferenças apresentadas pelo Professor Paulista, em seu blog:
A CAPOEIRA REGIONAL - "A Capoeira Regional é uma Manifestação da cultura baiana, que foi criada em 1928 por Manoel dos Reis Machado (Mestre Bimba). Ele utilizou os seus conhecimentos da Capoeira Angola e do Batuque. A Capoeira Angola é uma manifestação primitiva que nasceu da necessidade de libertação de um povo escravizado, oprimido, sofrido e revoltado. Podemos Considera-la a mãe da Capoeira Regional. O Batuque, é uma luta braba, violenta, onde o objetivo era jogar o adversário no chão usando apenas as pernas. MESTRE BIMBA DISSE “EM 1928 EU CRIEI, COMPLETA, A REGIONAL, QUE É O BATUQUE MISTURADO COM A ANGOLA, COM MAIS GOLPES, UMA VERDADEIRA LUTA, BOA PARA O FÍSICO E PARA A MENTE "."
A CAPOEIRA ANGOLA - "Não se sabe com certeza a origem da Capoeira Angola, alguns Mestres acreditam ter vindo da África, outros afirmam ter sido criada no Brasil pelos escravos africanos em ânsia de liberdade. Estudos científicos, como o clássico Capoeira Angola - Ensaio Sócio-Etnográfico (Rego, 1968) afirmam que ela é brasileira, pois nem um pesquisador conseguiu encontrar nada que levasse a crer que a Capoeira Angola fosse africana. Apesar de sabermos que na África existia o "Jogo de zebra", ou N'Golo, que era praticado com bastante violência, fazia parte de um ritual de passagem da infância para a vida adulta (efunda-la) onde os negros lutavam num pequeno recinto e os vencedores poderiam desposar as meninas da tribo, que ficavam moças, sem o pagamento do dote tradicional."
Algumas referencias que facilitam a aplicação das aulas de capoeira. De maneira pedagógica, cultural, social e educacional, oferencendo diversas atividades que facilitem os educadores dessa modalidade, e também seja mais prazerosa para os educandos.
Filmes indicados para praticantes, professores e alunos dessa modalidades:
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
DOCUMENTÁRIO
Ao longo das aulas, após já ter apresentados aos alunos à origem da capoeira, é interessante repassar o quão importante foi o seu fundador/percussor. Nesse sentido proporcionamos um documentário de longa metragem que relata a história de Manoel dos Reis Machado, o famoso Mestre Bimba, grande nome da Capoeira Regional.
Esse documentário contém depoimentos de ex-alunos do Mestre e historiados como: Cid Teixeira, Frede Abreu, Decânio, Itapoan, Xáreu, entre outros que conviveram com Mestre Bimba e traçam os ocorridos sobre a cultura negra e a capoeira no Brasil.
A longa metragem “Mestre Bimba, a capoeira Iluminada”, esteve nos cinemas de distintas capitais do Brasil e chegou a participar de festivais como o Festival do Rio.
Depois de trabalhado com o documentário de Mestre Bimba, a aula segue com uma prática, onde movimentos já aprendidos são recapitulados, como por exemplo:
- Cabeçada – Como o próprio nome diz, trata-se de um golpe aplicado lateralmente ou frontalmente com a cabeça.
Fonte: TORRES, José Augusto Maciel; SANTOS, Carlos Alberto Conceição. Coleção Artes Marciais; Capoeira. Ano 02nº12. Editora Online.
- Martelo – Chute executado mediante a um deslocamento do corpo para a lateral
Fonte: TORRES, José Augusto Maciel; SANTOS, Carlos Alberto Conceição.Coleção Artes Marciais; Capoeira. Ano 02nº12. Editora Online.
Atividade sugerida:
Para a aplicação dos movimentos adotados e relembrados, temos a proposta de uma atividade, onde os alunos formam uma fila, o professor anda e/ou corre com uma corda ,movimentando- a em alturas diferentes (alta, baixa e média). Os alunos não podem ser tocados pela corda, para isso devem realizar os movimentos aprendidos para se esquivar ou contra-atacar a corda para que não sejam tocados por ela.
Essa semana vamos mostrar 2 maneiras que podemos dar aula:
Critica O professor faz com que os alunos ajudem a formar as regras da brincadeira. Vejamos o exemplo:
Cavalaria e Capoeira:
Conforme as regras montadas pelos próprios alunos, os mesmos devem dançar e gingar capoeira enquanto a música toca, quando ela parar de, a cavalaria (2 alunos a principio) saem para pegar os capoeiras, que para fugir devem correr. Ao serem presos nas cadeias os capoeiras deveram fazer um Maculelê para conquistar sua liberdade (4 toques no corpo).
Com a ajuda dos alunos surge uma variação da bricadeira, para salvar o capoeira que estiver na cadeia é necessário que outro capoeira vá até ele e realiza o Maculelê. O preso terá que repetir a sequência realizada. (nessa variação aumenta-se a quantidade de cavalaria).
Tecnicista O professor passa os comandos e os alunos apenas realizam os exercícios. Vejam o exemplo:
Gingado com golpe: Para treinar os movimentos já ensinados nas aulas anteriores realiza-se uma atividade simples. Espalhados em tabuleiro os alunos gingam no ritmo da música e ao parar a professora fala o nome de um golpe que os alunos devem realizar.
Após relembrados os golpes, realizam-se as sequências de Mestre Bimba para que posteriormente os alunos possam aplica-las na roda de capoeira. Ensina-se que os capoeiras só podem entrar na roda abaixados e pelo lado dos instrumentos, sempre comprimentando seu companheiro de roda.
Sequência 1:
Comprimento, Aú, ginga, armada, negativa, golpe de perna (ataque).
Sequência 2:
Comprimento, Aú, ginga, cocorinha, golpe de perna (ataque), negativa ou esquiva lateral.
Antes de aplicar na roda é legal juntar as duas sequencias, sendo que os alunos devem praticar em dupla, na qual um aluno realiza a sequência 1 e o outro a 2. Lembrando que devemos sempre respeitar as limitações de cada aluno
Veja:
Logo depois dessa atividade, os alunos formam a famosa roda de Capoeira aonde devem realizar as sequência s 1 e 2 de Mestre Bimba:
Novos golpes:
Joelhada -O movimento consiste em um ataque com os joelhos.
-Segundo Torres e Santos tesoura é um movimento de pulo na direção do adversário, aplicando então o movimento das pernas parecido com o fechamento de uma tesoura.
Tesoura de Bebe -Um aluno fica de pé e o outro deita lateralmente encostando o bumbum no calcanhar do que está de pé. O aluno deitado coloca uma perna na frente e a outra atrás do corpo do aluno que está de pé, ficando como se fosse uma tesoura aberta, então realiza o movimento de tentativa de fechamento da 'tesoura' fazendo com que o outro aluno caia mantendo a guarda no rosto.
Descrição: Um aluno fica de pé e o outro deita lateralmente encostando o bumbum no calcanhar do que está de pé. O aluno deitado coloca uma perna na frente e a outra atrás do corpo do aluno que está de pé, ficando como se fosse uma tesoura aberta, então realiza o movimento de tentativa de fechamento da 'tesoura' fazendo com que o outro aluno caia mantando a guarda no rosto. O aluno que realizou a tesoura vai travar o pé que ficou por cima, colocar a mão oposta perto do ombro e retirar a perna de baixo levantando o quadril e realizando a joelhada.
Referências TORRES, José Augusto Maciel; SANTOS, Carlos Alberto Conceição.Coleção Artes Marciais: Capoeira.ano 02 nº 12. Editora Online. FREITAS, Jorge Luiz de.Capoeira Infantil: jogos e brincadeiras.2ªed.
Vamos de maneira pedagógica passar como trabalhar alguns aspectos na escola.
Ginga
Relembrando que a mesma já foi ensinada, dessa vez mostramos uma variação,
ao invés da corda usamos lenços coloridos em forma de triângulos. Ficando
com os pés nasduas bases do triângulo, ensinamos a levar a perna para trás, colocando-a na ponta do triângulo, sendo
uma de cada vez, mostramos o movimento dos braços, flexionados na frente do rosto (como defesa)
e alternando com o movimento dos pés.
Depois a turma mostrar um certo domínio sobre o gingado começamos a trabalhar com musica para
eles realizarem a ginga acompanhando o ritmo.
Como na Capoeira todos os golpes partem da ginga a partir do domínio da ginga introduzimos alguns ataques e defesas.
Aú Usado normalmente para entrar na roda, pode servir como ataque ou defesa. O Aú é uma espécie da estrelinha que conhecemos. Veja como ensinar de forma facil e pedagógica para seus alunos:
Podemos usar de um aluno como apoio para a variação do Aú terminando com a ginga e um golpe (aproveitando para treinar).
Armada
É um golpe de ataque realizado em pé onde o capoeira apoia-se sobre uma das pernas enquanto a outra realiza o chute formando um arco. Veja melhor no vídeo:
Esquiva
Realizado como defesa, a esquiva é feita para fugirmos de um golpe do adversário.
Podemos Trabalhar tambem a Negativa que é uma forma de esquiva. veja no vídeo:
Como trabalhar isso na escola?
Fácil, depois de ensinar esses fundamentos de forma correta, usamos de brincadeiras e atividades lúdicas para tal trabalho. Os alunos aprendem enquanto se divertem. Veja no vídeo abaixo como trabalhar a ginga e a negativa na escola:
Para finalizar a aula formamos uma roda de capoeira e ao ritmo da música incentivamos os alunos um a um irem ao centro da roda e mostrarem para os outros o que aprenderam. Devemos nesse momento respeitar as particularidades e ensinar aos nossos alunos o mesmo.
Recebemos a visita de uma Capoeira
Referência
TORRES, José Augusto Maciel; SANTOS, Carlos Alberto Conceição. Coleção Artes Marciais: Capoeira. ano 02 nº 12. Editora Online. FREITAS, Jorge Luiz de. Capoeira Infantil: jogos e brincadeiras. 2ªed.
Começamos a ensinar a capoeira na escola e logo de cara observamos certos preconceitos, para tanto devemos saber como trabalhar o assunto e como a comunidade na qual você como professor está inserido lida com isso. No geral podemos dizer que tirando esse preconceito é um assunto muito bom para se trabalhar na escola, pois faz uma retomada histórica do nosso povo e os baixinhos gostam de aprender.
De forma pedagógica desenvolvemos certas atividades na escola para ensinar ao alunos alguns golpes, defesas e fundamentos da capoeira.
Cocorinha
É uma esquiva da capoeira na qual se abaixa de frente para o adversário de cócoras, apoia-se uma mão no chão (ao lado do corpo) e a outra mantém flexionada na frente do rosto em forma de defesa.
É um movimento de ataque realizado de frente para o adversário. Na forma de um chute se realiza um ‘circulo’ no ar com a perna de fora para dentro. Mantendo o equilíbrio e o peso na perna oposta.
Benção É um movimento de ataque realizado de frente para o adversário, com um chute frontal e os pés na posição plantar.
Fonte:http://www.google.com.br/imgres?num=10&hl=pt-BR&biw=1619&bih=730&tbm=isch&tbnid=6c1fcfaZlzfWEM:&imgrefurl=http://lutaseeducacaopucpr.blogspot.com/2012_08_12_archive.html&imgurl=https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhYHdubbITN3X7c58YAHEG3brrEFBzzYx6pXwVJXxzTzslDvqnCd2TtCkDFAFUi67dRsofq8ADuNHXg-54ggbYd_UcVMdB0c4FQRSQ5lEfCudTzIQgKpQYi2Vc8_NjeDz0977cSw1LWT3I/s1600/bencao.jpg&w=1181&h=1377&ei=RXNFUJv2KYqo6wH38oGwAQ&zoom=1&iact=hc&vpx=538&vpy=170&dur=2831&hovh=242&hovw=208&tx=147&ty=103&sig=105102993076831603925&page=1&tbnh=158&tbnw=143&start=0&ndsp=21&ved=1t:429,r:2,s:0,i:93 Capitão do mato
A brincadeira visa o treino da cocorinha e da meia lua. Os dois movimentos devem ser ensinados anteriormente.
O capitão do mato deve pegar os escravos que estaram fugindo do quilombo, assim que forem pegos os escravos devem ficar na posição de cocorinha (colados) e os outros escravos tentam o descolar realizando uma meia lua por cima da sua cabeça.
Podemos nessa mesma brincadeira usar outras variações mudando os golpes.
No vídeos podemos observar que os alunos após realizarem a meia-lua viram de costas e batem as mãos, sendo assim uma variação.
Ginga
Conforme o mestre Decânio afirma na Coleção Artes Marciais: Capoeira de Torres e Santos a ginga consiste
“no movimento ritmado de todo o corpo, acompanhando o toque do berimbau, com a finalidade principal de mantê-lo relaxado, com seu centro de gravidade em permanente deslocamento, pronto para esquiva, ataque, contra-ataque ou fuga.”
Podemos ainda dizer que “o gingado é a alma da Capoeira” segundo o Mestre Bimba.
Como ensinar a ginga na escola?
De maneira pedagógica devemos pedir para que as crianças espalhadas em tabuleiro façam um triângulo no chão com a corda. Ficando com os pés nas duas bases do triângulo.
1º Ensinamos a levar a perna para trás, colocando-a na ponta do triângulo, sendo uma de cada vez.
2º Mostramos o movimento dos braços, flexionados na frente do rosto (como defesa) e alternando com o movimento dos pés.
3º Após a turma mostrar um certo domínio sobre o gingado colocamos uma musica para eles realizarem a ginga acompanhando o ritmo.
4º Para variação da ginga ensinamos aos alunos como realizar alguns golpes a partir da mesma, como a meia-lua que já foi trabalhada no inicio dessa aula.
Podemos ensinar a Armada de maneira didatica tambem, veja no vídeo abaixo:
Podemos ensinar a Armada de maneira didatica tambem, veja no vídeo abaixo:
Ritmo
O ritmo da capoeira pode variar entre o rápido e o forte, dentro da roda, ele vai depende do mestre que vai ditar a sua variação. Porém ele vai ser em 3 tempos, sendo 2 fracos e 1 forte.
Na escola usamos musicas para ensinar as crianças como a exemplo:
Café com pão, café com pão (acompanhada de palmas).
Referência
TORRES, José Augusto Maciel; SANTOS, Carlos Alberto Conceição. Coleção Artes Marciais: Capoeira. ano 02 nº 12. Editora Online. FREITAS, Jorge Luiz de. Capoeira Infantil: jogos e brincadeiras. 2ªed.
Lussac & Tubino em CAPOEIRA: A HISTÓRIA E TRAJETÓRIA DE UM PATRIMÔNIO CULTURAL DO BRASIL, narram à trajetória da Capoeira, que foi reconhecida como patrimônio cultural imaterial do Brasil pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) em 2008. Primeiro é preciso entender que a Capoeira não se manifestou sempre da mesma maneira. Ela esteve constantemente se adequando a mudanças institucionais, do âmbito esportivo e da Educação Física e de conjuntura político-social advindas da modernidade. Todas essas mudanças fizeram com que a capoeira fosse encontrada de diferentes maneiras em distintas épocas e locais. Muitos pesquisadores, de diferentes áreas têm investigado sua origem, porém isso ainda é algo incerto. O que se sabe é que sua prática começou a ser documentada, enquanto pratica corporal, a partir da primeira década do século XIX no Rio de Janeiro. Antes disso a palavra Capoeira era usada para designar várias coisas como o jogo-luta, o jogador, malfeitores, ladrões e bandidos em geral. No inicio do século XIX era uma pratica de negros, indígenas e mestiços. Foi no transcorrer do século (mais ou menos na segunda metade) que começou a ser praticada no meio urbano, contando com a presença de jogadores “livres”, de todas as cores e raças, inclusive imigrantes europeus e da elite social.
Os lugares de maior prática da capoeira eram: Rio de Janeiro, Recife e Salvador. Dentre eles o que sofreu menor repressão na prática da cultura corporal do jogo foi Salvador, por isso foi lá que a Capoeira teve espaço para se desenvolver e aprimorar-se, entretando a influência do Rio de Janeiro na Capoeira é notória, já que ela é conhecida também como jogo capoeira ou carioca ou jogo do carioca. O problema da Capoeira começou porque no Rio de Janeiro alguns grupos a utilizavam como forma violenta de impor suas estratégias. Isso manchou a reputação dessa prática corporal. Quando a republica é proclamada esse quadro muda, pois a capoeira é proibida em ruas e praças públicas. Começa uma repressão fortíssima da Capoeira do Rio de Janeiro. Sendo que muitos jogadores foram deportados para Fernando de Noronha. No final do século XIX a capoeira do Rio de Janeiro não havia sido completamente extinta, mas a malta sim. Malta, eram os grupos de vagabundos desocupados. Depois desse quadro a Capoeira carioca nunca mais foi à mesma. Sendo assim, os capoeiras (como eraqm conhecidos os jogadores) acabam procurando novos rumos para suas vidas. Muitos foram para a Bahia e Salvador, onde a pratica da Capoeira era denominada vadiagem. Alguns partiram para a malandragem, que é o que muitos pensam quando se fala em capoeira ainda hoje. No final do século XIX alguns intelectuais já defendiam a pratica da capoeira como ginástica e luta nacional, orientada a partir de regras e que poderia ser usada para treinar militares e condicionar os jovens. Mas foi no século XX, com a obra de OFEREÇO, DEDICO E CONSAGRO: O Guia do Capoeira ou Ginástica Brasileira (1907), seguida de outras, que a visão dessa pratica começou a tomar um rumo diferente.
É na Bahia, que como já foi dito, não sofreu com a repressão da Capoeira, que Mestre Bimba cria uma luta regional baiana, que mais tarde ficou conhecida como Capoeira Regional.Ele coloca movimentos bonitos, grandes, conhecidos como floreios.
O objetivo era se desvincular da má fama que o Rio de Janeiro havia deixado na Capoeira e obter maior aceitação. Se hoje em dia ainda existe preconceito em relação a essa prática, imagine nessa época, quando tudo ainda era muito recente e a sociedade era mais conservadora. Tal mudança gerou um novo movimento de capoeiristas da região que denominavam sua prática como Capoeira Angola. Era uma oposição a Mestre Bimba e um movimento de reivindicações socioculturais e identitárias dos praticantes. Esta era a Capoeira tradicional, advinda da senzala. As duas modalidades de Capoeira se espalharam pelo Brasil. O que fez o sucesso da capoeira baiana de Mestre Bimba foi seu caráter lúdico. O jogo-brinquedo da capoeira ao som de instrumentos como berimbau que surgem apenas no século XX, mas que não existiam na violenta capoeira carioca. Após 1950 a capoeira carioca começa a sofrer alterações com ajuda advinda de jogadores baianos radicados no Rio de Janeiro. Hoje é praticada em diversos países e tem um maior espaço no meio acadêmico, se comparado a um tempo atrás, mas por ser um patrimônio cultural nacional, deveria ser melhor estudada e aproveitada nesse âmbito. “A capoeira, de origem brasileira, hoje incentivada, protegida e amparada por lei federal, é considerada uma das práticas esportivas mais complexas e completas da humanidade” (BRASIL, 1998). Isso nos mostra que em teoria, a capoeira já foi livre de preconceito, o grande problema é que o preconceito mora na cabeça das pessoas. Tal prática ainda está muito relacionada ao misticismo, afastando as pessoas de si por falta de conhecimento. É um artigo de suma importância para acadêmicos da área de Educação Física, pois creio que temos uma visão ainda muito limitada do que seja a Capoeira e Profissionais que já atuam na área já que estes precisam estar em constante aprendizado e reciclagem de conhecimentos. Historiadores e Sociólogos também deveriam se aprofundar nesse estudo, pois assim poderíamos abordar de uma maneira mais enfática a origem da Capoeira.